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[Resenha] O Doador de Memórias - Livro 01

16 julho 2015

Título: O Doador de Memórias (The Giver) - Livro 01
Autor: Lois Lowry
Editora: Arqueiro
Paginas: 190
Ano: 2014


Sinopse:
O Doador de Memórias - Em O doador de memórias, a premiada autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existem dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não há amor, desejo ou alegria genuína. | Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente. | Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. | Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. | Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar


Jonas é um jovem que nasceu e vive em uma sociedade onde sentimentos e livre arbítrio não existem, na sua sociedade tudo é extremamente organizado e controlado, como toda distopia em O doador Lois cria um mundo só dele.

Nessa sociedade, toda criança  ao chegar aos Doze anos recebe seu atributo, ou sua carreira, a profissão que irá exercer durante toda sua vida adulta, até chegar a casa dos idosos, e Jonas está prestes a ter sua função declarada em uma reunião que une a população de toda a cidade, e apesar de estar ansioso e preocupado com sua atribuição, o que esta por vir não chega nem perto dos maiores de seus medos.

Jonas será escolhido para ser O Recebedor, a pessoa responsável por guardar todas as memórias do mundo, sejam elas boas ou ruins e assim proteger a população, mantendo-a em sua bolha de segurança.

Apesar de estar assustado com sua atribuição, Jonas irá começar seu treinamento com muito entusiasmo, e o Doador irá colaborar muito para que a parceria dê super bem, mas o que Jonas não esperava, é que houvesse um mundo completamente fora dos padrões que ele esta acostumado, e será nesse treinamento que ele conhecerá um novo mundo com cores, sons e sentimentos, mas também conhecerá a guerra, a fome e a maldade.

Pelo que entendi em minhas pesquisas, O Doador de memórias lançado originalmente em 1993 seria o pai das Distopias, e Lois com sua imensa criatividade criou um mundo onde talvez tudo pudesse ser melhor. a minha vontade de ler o livro veio após assistir o filme, achei ele muito criativo e bem interessante, então me rendi a leitura.


Capa Original 

Mas eis que me decepcionei, e no final, a história não foi tudo que eu esperava dela, ou seja, acabou não suprindo minhas expectativas, mas vamos as minhas considerações!
O mundo de Lois é uma coisa bacana e ao mesmo tempo assustadora, um mundo sem violência, mas também sem sentimentos, um mundo onde os mais fortes são selecionados e os mais fracos ou inúteis são descartados.

Quando Jonas começa a receber as memórias do Doador, ele não recebe nada mais que nossa realidade, o que torna a coisa mais que assombrosa, já que você percebe que o mal do livro é o nosso mundo, as guerras, a fome, a miséria, e isso é uma coisa que gostaríamos muito de esquecer, apenas apagar e começar de novo, mas junto com as memórias ruins, também vem as boas, amor, carinho, alegria, satisfação, e num debate de emoções e certos e errados Jonas opta por seguir aquilo que ele acha correto e manter os sentimentos a fim de cobrir todas as lembranças ruins.

Por ser um livro curto, a leitura é bem rápida, narrado em primeira pessoa vamos analisar os acontecimentos pelos olhos de Jonas. Ao meu ver a autora criou um mundo claro, e sua narrativa é específica e distinta fazendo com que a compreensão da historia seja plena, não havendo confusões no percurso da leitura.

Apesar da leitura ter sido interessante e eu ter gostado da história, no final ela me pareceu sem sentido e incompleta, já descobri que o livro possui continuação, mas sinceramente não sei se vou dar continuidade na leitura, acredito que a autora pudesse ter dado um final mais compreensível para a trama deixando-a menos confusa.



Enfim, ele não vai receber minhas 5 borboletas, mas para quem gosta de distopia com um toque de realidade é uma boa pedida, pra quem não teve a oportunidade de ver o filme ainda, vou deixar o trailler aqui embaixo!






E aí já leu? Deixe sua opinião aí embaixo, vou ficar super feliz

Beijokas e até a próxima

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