Últimas Resenhas

[Resenha] Cidades de Papel - John Green

08 julho 2015

Título: Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Páginas: 368


Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.
Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.


Oi oi gente, tudo bem com vocês? Já faz algum tempinho que venho ensaiando essa resenha, mas ela de fato só saiu agora, às vésperas da estreia do filme. Se você ainda não leu Cidades de Papel e quer saber o que esperar do filme, é só continuar a leitura.

Como todos sabemos a fase escolar é uma das mais difíceis que enfrentamos, e ter um amigo por perto durante esse período de transformação constante ajuda e muito a aliviar a carga. Assim como num dia amamos de paixão uma banda e daqui a alguns anos sequer nos recordamos disso, nossos interesses mudam e com isso algumas amizades se desfazem e outras começam, e é basicamente isso que afastou Quentin e Margo.
Embora ele ainda soubesse quem ela era, Quentin tinha muito claro em sua mente que agora eles pertenciam a mundos diferentes, bem, isso até Margo invadir seu quarto no meio da noite e fazer com que essas duas realidades distintas se colidam.
Sabendo que Quentin é um cara confiável e a pessoa perfeita para ajuda-la a colocar um plano em prática, Margo o recruta para uma noite de aventuras em que aparentemente nenhum dos dois sabe como terminará.
Repleto de ação, aventura e até mesmo uma pitada de insanidade, Quentin e Margo fazem em uma noite as coisas mais improváveis que você poderia pensar em fazer ao longo de uma vida.
Passada essa noite de loucura, Quentin acha que finalmente ele e Margo se tornaram próximos novamente, mas ele vê suas expectativas escorrerem ralo à baixo quando é avisado de seu desaparecimento. Sabendo que Margo não é do tipo que “dá ponto sem nó”, Q decide tentar entender o que de fato a levou a fazer aquilo tudo e partir no dia seguinte.
Pouco a pouco Quentin encontra um rastro de pistas e passa a segui-las, com a esperança de encontrar Margo, como quem encontra um pote de ouro no final do arco-íris. Nessa busca incansável, Q passa a conhecer mais de sua vizinha, seus amigos e a si mesmo, percebendo aos poucos que nem tudo é o que parece, fazendo-o mergulhar em uma nova aventura na companhia de seus amigos mais fiéis.
Bem pessoal, dizendo assim dá até para imaginar que o livro é uma constante de aventuras, mas sinto desapontá-los, porque de fato isso não acontece. Em muitas partes eu sentia vontade de socar o Quentin por se dedicar tanto em sua busca, por fazer loucuras e negligenciar os amigos que estiveram sempre ao lado dele por uma estranha, que é o que Margo se tornou nos últimos anos. A coisa toda chega a ser meio obsessiva.
Toda a noite de loucura deles é bem divertida e repleta de ação, mas o meu ponto preferido da história é outro, que envolve o road trip mais louco que já li.
Assim como em ACEDE, acho que criei muitas expectativas e quando o livro foi chegando no final e as coisas se revelando, eu me chutava mentalmente por ter ficado tão ansiosa durante a leitura, porque no final, achei o desfecho bem decepcionante. 

Personagens secundários: São os personagens secundários que dão todo o tempero à história, afinal de contas, é graças a alguns deles que as aventuras de Quentin e Margo se iniciam, e é na companhia de outros que tudo se encerra.

Capa e diagramação: A capa dá uma ideia do que seriam essas “cidades de papel”, e de fato as minha suspeitas se confirmaram ao longo do livro. A diagramação é simples, em folhas amarelas.

Quotes:

"É como uma promessa. Pelo menos esta noite. Na saúde e na doença. Na alegria e na tristeza. Na riqueza e na pobreza. Até que o sol nos separe."

"É muito difícil ir embora - até você ir embora de fato. E então ir embora se torna a coisa mais fácil do mundo."

"Se eu surtasse toda vez que uma coisa ruim acontecesse no mundo, ia acabar completamente pirado."


Comentários: Por favor, não me julguem, mas em minha humilde opinião, o melhor livro do John Green que li até o momento foi “O Teorema Katherine”. Talvez eu tenha criado expectativas demais com Cidades de Papel, e acabou que o final me decepcionou demais da conta. Achei a Margo muito egoísta e o Quentin um banana apaixonado em muitos aspectos. Por conta desses detalhes e de toda minha frustração, dei duas borboletinhas.
Como não me lembro qual foi a minha trilha sonora durante a leitura (li o livro logo que foi publicado no Brasil), a minha sugestão é Break The Rules, da Charli XCX, que faz parte da trilha sonora do filme. 







Deixem seus comentários, quero saber se fui a única a ter essa impressão sobre o livro. Beijos!

Real Time Web Analytics