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[Resenha] Uma Vida Para Sempre - Simone Taietti

12 março 2015

Título: Uma Vida Para Sempre
Autor: Simone Taietti
Editora: Novo Século
Páginas: 352
Ano: 2014

Ethel diz estar morrendo. Contudo, não afirma isso apenas em razão de sua doença. Talvez a única certeza de nossa existência seja a morte, o fato de que ela chega para todos. Mas nem por isso deixa de ser a maior incógnita da vida.
Em um hospital, em meio à dor das histórias dos pacientes, Ethel encontrou amigos. Entre passeios em cemitérios, frequentando velórios e enterros de estranhos, ela tenta preparar a si e aqueles que ama, para o que parece estar ali tão próximo, o fim. Entretanto, não esperava enfrentar algumas surpresas que a fizessem duvidar de tal preparação. As estatísticas ruins, a inexorável passagem do tempo. Onde reside a lógica disso que nos arranca pedaços, da súbita inexistência do que outrora era vívido e pulsante? Um corpo que jaz. Palavras que se perdem. A finitude de tudo o que é tão belo talvez seja a maior dor do mundo. Uma vida para sempre é um compilado de desejos, pensamentos e dias. Quanto dura o para sempre? Ethel descobriu.


Olá Galerinha! Tudo bem com vocês?

Hoje trago a resenha de Uma Vida Para Sempre, da queridíssima Simone Taietti, nossa autora parceira, que nos mandou o livro com uma dedicatória linda.
Esse foi o livro da estréia da coluna Li até a página 100, e muitas pessoas me deixaram comentários de que o livro tinha um quê de "A Culpa é da Estrelas", algumas pequenas partes (bem pequenas), lembram, mais Ethel, entra tanto na sua cabeça, você vive suas emoções, suas alegrias, ela é com toda certeza única.

Então quero deixar claro que tudo que eu escrever, não será de perto, suficientes para descrever meu sentimento em relação ao livro, foi um livro LINDO, com lições de vida que te fazem para e pensar em como você esta vivendo. Tive o privilegio de ler esse livro, em um lugar calmo, sem barulhos, ao som de passarinhos, e quanto terminei, estava em lágrimas.
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O Diário de Ehel começa em 2014; ela conta que sentiu vontade de escrever sobre sua vida, por que ela não seria boa escrevendo sobre qualquer outra coisa.
Ela tem 17 anos e foi adotada com três meses de vida, seu pai sofreu um acidente quando ela tinha oito anos, e a partir dai, sua mãe é a unica pessoa que ela tem no mundo. Ela tem uma doença chamada CIPA, Insensibilidade Congênita à Dor com Anidrose, em resumo, ela não sente dor. Num primeiro momento dá para pensar, nossaa, que máximo! Dor é horrível e ela não sente, mas a partir dos relatos de Ethel, percebe-se o quão horrível é a sua doença.
- É a dor. Eles sentem isso e eu não. De forma alguma faço isso para me vangloriar ou me mostrar superior. Faço isso para não me tornar egoísta, para não achar que sou a pessoa mais infeliz do mundo quando preciso me tocar e me examinar ao menos cinco vezes por dia atrás de ferimentos ou mesmo atrás de sangue. Ou então, quando escuto o barulhinho do despertador do celular me lembrando que preciso ir ao banheiro, simplesmente porque não consigo saber quando estou com vontade ou não. Ou então quando chego ao hospital com uma fatura horrível, que pode até ter sarado de forma errada, pelo simples motivo de eu não ter sentido o osso quebrar como aconteceu quando quebrei o braço dormindo, tão somente porque apoiei todo o peso do meu corpo em cima dele, sem nem perceber.
Intenso néh? Bom, com essa doença, Ethel não tem uma vida muito comum, sua mãe é daquelas super protetoras, não a deixa trabalhar, fazer faculdade e nem mesmo ir sozinha a qualquer lugar, já sua melhor amiga Catarina, está levando sua vida em "total normalidade", festas, garotos, farra, mais esses mundos diferentes começam a distancia-las.
Em função da sua doença, Ethel precisa ir sempre ao hospital, tanto para fazer exames de rotina, quanto para fazer fisioterapia. Nessas visitas, descobrimos que ela tem amigos, ela vai aos quartos de doentes para conversar, para passar o tempo e esses são seus amigos. Em uma dessas visitas, por puro acaso, Ethel conhece Vitor, um cara simpático que está "fugindo" para adiar sua internação.
Sim, Vitor também tem uma doença, e não é só apenas um visitante como Ethel pensou no principio. Vitor tem LMA, Leucemia Mieloide Aguda, e está no hospital para fazer um transplante autólogo de medula óssea. A Amizade entre os dois vai crescendo, Ethel sempre que vai ao hospital, vai visitá-lo, já que foi escolhida por ele para ser sua visitante (no caso de Vitor, as visitas são restritas, ele só recebia visitas dos pais e de Ethel). 
- Só quis dizer que você não pode nem sonhar em não voltar, Ethel. Você tem sido muito importante para mim, para eu continuar aguentando isso. Sinto que, fora meus pais, não posso contar verdadeiramente com mais ninguém a não ser você. 
A amizade é tão forte que é inevitável se transformar em amor, alias, eu acredito que desde o primeiro momento eles se amaram, mais não conseguiam admitir, por medo da morte e fazer o outro sofrer.
A partir desse momento, o livro fica extremamente fofo e amável, os dois passam a viver intensamente o amor, porém sempre com medo da morte. A doença de Vitor está cada vez mais agressiva, e os dois vivem cada dia como se fossem o último.

Com uma diagramação perfeita, uma capa linda, e um enredo forte e intenso, e cheios de reflexão, Um Vida Para Sempre, arrematou meu coração, e está entre os TOPs livros da minha vida. SUPER RECOMENDO essa história que com um final surpreendente nos faz colocar nossa vida na balança e perceber que devemos aproveitar ao máximo a vida! Os minutos passam rápido, então aproveite!

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::TRECHOS QUE NOS FAZEM PENSAR::





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Nasceu em 1994, ano em que o mundo perdeu Kurt Cobain e Ayrton Senna e em que Nelson Mandela tornou-se o 1º Presidente negro da África do Sul. Descobriu ainda no Ensino Fundamental sua grande paixão: a escrita. Tem preferência pelas histórias palpáveis, a inconstância da vida, aquilo que pode acometer qualquer um. Em 2011, foi uma das ganhadoras do 7° Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, na categoria estudante de Ensino Médio, concorrendo com 3.375 outros textos."Uma vida para sempre" é seu primeiro livro publicado.Vive em Tangará – SC. É acadêmica de Direito na Universidade do Oeste de Santa Catarina. Divide seu tempo livre entre a escrita, leitura, estudos e os seriados de que tanto gosta.
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Beijocas :D
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