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[Resenha] Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven

20 abril 2017

Título: Por Lugares Incríveis
Gênero: YA | Drama 
Autora: Jannifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 336
Ano: 2015



Sinopse:
Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.
Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.


Antes 
de começar essa leitura estava morrendo de medo, vi tanta gente falando que chorou litros que fiquei com receio de ter uma desidratação, já que sou uma manteiga derretida, mas eu sobrevivi, e agora vou apresentar pra vocês esse casal que realmente me marcou.


"Talvez o esperado fosse dizer vida, já que acabei de despertar, mas é exatamente quando estou desperto que penso em morrer."


Theodore e Violet se conhecem na torre do sino da escola, ele estava lá imaginando se jogar, ela não sabe como chegou, mas sabe que foi salva. Ele a aberração do colégio, ela a garota popular que sofreu uma catástrofe na vida, e desse encontro estranho vai nascer uma amizade que se transformará em amor.

Violet perdeu a irmã em um acidente de carro, as duas estavam juntas mas apenas Eleanor morreu, ela se sente culpada por ter sobrevivido e por mais que sorria e disfarce, ela não se sente digna de ainda estar aqui.

Theodore sofre de transtornos psicológicos, uma hora ele está bem e na outra não vê sentido em estar vivo, sua família é relapsa e não percebe o que acontece com ele, o pai abandonou a família para criar uma nova. Ele não se sente forçado a fingir ser uma pessoa normal, e sua sinceridade e espontaneidade fazem com que ele vire a aberração do colégio, mas ele não se importa, ele só quer curtir enquanto pode.

Quando Theodore praticamente obriga Violet a fazer um projeto de Geografia com ele, ela não esperava encontrar nele um amigo, um amor, e uma razão para se manter viva e feliz, e isso surpreende não só a ela mas o leitor também!

Estou passando por uma fase em que foi impossível não me identificar com Theodore, sim, sofro de um leve transtorno bipolar e já fui diagnosticada com início de depressão, mas isso faz muito tempo e ainda sim, sei que eles estão comigo, a vontade de sumir, a descrença de ser útil, tudo isso me acompanha, e assim como ele tenho meus dias bons e meus dias ruins.

A forma como em seus dias bons ele leva Violet a entender o prazer de viver é linda, é simples! Nada rico, passeios, palavras e ações são o que tornam ele tão especial, mas ao mesmo tempo que ele cuida dela é deprimente ver o quanto ele é carente de cuidados, que as pessoas mais próximas são incapazes de perceber que ele está morrendo por dentro por mais que sorria por fora.

Sua mãe depois de abandonada, se trancou em seu próprio mundo e esqueceu que ainda é uma mulher e que pode lutar e reconstruir sua vida, mas ao invés disso ela se abstêm do mundo e vive sua miséria pessoal, as irmãs de Theo são jovens, mas cada uma cuida da sua vida, e largam Theo de lado, acreditam que seus sumiços e seus ataques sejam normal, que apenas espaço é o suficiente para ele melhorar.

Violet tem pais incríveis, mas ela ainda vive a perda da irmã todos os dias, e até o estranho Theodore forçar sua entrada na vida dela, a única coisa pela qual ela ansiava era pela formatura, para enfim se ver livre daquela cidade e das lembranças.


"Não sou perfeita. Tenho segredos. Sou uma bagunça. Não só meu quarto como eu mesma. Ninguém gosta de bagunça. As pessoas gostam da Violet que sorri.(...)"

O romance desses dois é lindo e tocante de uma forma única, a sensibilidade da obra é palpável e não há como não se emocionar com a escrita de Jennifer. Para minha primeira experiência com a escrita da autora, gostei muito, confesso que não chorei, apesar dos pesares acho que estava meio azeda quando chegou a hora de chorar, não pelo livro, apenas um dia ruim.

Nessa leitura, não só Violet aprende a ver a vida de outra forma, com sua irreverencia e excentricidade Theodore nos mostra outra forma de ver o mundo, com um olhar mais colorido e apreciativo, um olhar que agradece o que ainda pode ver, pelos próximos dois dias, já que ele vivia como se só tivesse mais dois dias.

Apesar de ter gostado muito do livro, senti falta de um diagnóstico, algo que explicasse qual era o real problema de Theo e o que eram os tais apagões, isso pra mim ficou em aberto e me incomodou, de resto, tudo lindo.

A capa do livro é linda, jovial e encantadora, representa bem o enredo, a diagramação estava perfeita, folhas amareladas e fonte em tamanho satisfatório tornando a leitura confortável, revisão bem feita.

Eu gosto muito do enredo, e apesar de não ter chorado como todos que conheço, me senti tocada pelo contexto e pelos acontecimentos, um livro que com certeza me acompanhará para sempre.



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