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[Resenha] Suzy e as Águas-Vivas - Ali Benjamin

18 janeiro 2017

Título:  Suzy e as Águas-Vivas
Gênero: Romance
Autor: Ali Benjamin 
Editora: Verus 
Páginas: 223
Ano: 2016


Sinopse:
Às vezes, quando nos sentimos mais solitários, o mundo decide se abrir de formas mágicas.Suzy Swanson está quase certa do real motivo da morte de Franny Jackson. Todos dizem que não há como ter certeza, que algumas coisas simplesmente acontecem. Mas Suzy sabe que deve haver uma explicação — uma explicação científica — para que Franny tenha se afogado.
Assombrada pela perda de sua ex-melhor amiga — e pelo momento final e terrível entre elas —, Suzy se refugia no mundo silencioso de sua imaginação. Convencida de que a morte de Franny foi causada pela ferroada de uma água-viva, ela cria um plano para provar a verdade, mesmo que isso signifique viajar ao outro lado do mundo... sozinha. Enquanto se prepara, Suzy descobre coisas surpreendentes sobre o universo — e encontra amor e esperança bem mais perto do que ela imaginava.
Este romance dolorosamente sensível explora o momento crucial na vida de cada um de nós, quando percebemos pela primeira vez que nem todas as histórias têm final feliz... mas que novas aventuras estão esperando para florescer, às vezes bem à nossa frente.

Suzy 
e as Águas-Vivas é um livro que, aparentemente é juvenil e foi com essa certeza que 
comecei a leitura. Mas qual não foi a minha surpresa ao perceber que é uma história forte, muito sensível e comovente, e que de juvenil não tem nada.


Suzy é uma garotinha doce e muito inteligente, mas que enfrenta um dos maiores dramas que uma criança precisa encarar: o luto. Há cinco meses sua melhor amiga morreu afogada e isso foi uma grande surpresa para ela já que Franny era uma excelente nadadora. A última conversa das duas não foi nada boa e a amizade estava estremecida, por isso Suzy sente uma culpa enorme e por causa dessa culpa a garota fica obcecada por entender o que aconteceu e encontrar algo ou alguém que seja mais culpado pela morte de Franny do que ela; e é aí que entram as águas-vivas.

Em uma visita escolar ao Aquário, ela encontra o tanque das águas-vivas e é lá que descobre sobre a irukandji, uma água-viva transparente, mais ou menos do tamanha de uma unha, mas que possui um veneno que está entre os mais perigosos do mundo e que essa espécie rara está aparecendo com cada vez mais frequência no litoral dos Estados Unidos. Ela aprende que, no mundo todo, há 23 picadas de águas-vivas a cada cinco segundos e então tudo fica claro para ela: Franny foi picada por um irukandji e por isso se afogou, e ela precisa provar isso!

“É interessante como não-palavras podem ser melhores do que palavras. O silêncio pode dizer mais que o barulho, da mesma maneira que a ausência de uma pessoa pode ocupar ainda mais espaço do que a sua presença ocupava. ”

Com uma narrativa muito sensível, o livro mostra as dificuldades de uma criança para lidar com o luto. Como não sabe o que fazer com tanta dor, Suzy fica obsessiva para saber o que aconteceu, e nessa busca quase insana ela enfrenta outras questões tão sérias quanto, como a dor de crescer e a solidão.

O livro tem capítulos bem curtos e é narrado pela Suzy, alternando-se entre o presente e as lembranças dela do passado vivido com Franny - nesses momentos ela se dirige à amiga e não ao leitor e isso deu um ar muito intimista à história. Aliás, o livro todo é muito íntimo porque acompanhamos cada devaneio, cada medo, sonho e esperança que Suzy tem e é de cortar o coração ver o sofrimento da menina.

Repleto de metáforas fantásticas, esse romance forte e muito sensível que vai te fazer refletir sobre a vida de diferentes pontos de vista e perceber que recomeçar não precisa ser tão difícil. Eu amei e recomendo o livro sem restrições! 




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