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[Resenha] O que há de estranho em mim - Gayle Forman

04 março 2016

Oi oi gente, tudo bem com vocês?

A resenha de hoje é de uma das minhas divas literárias, Gayle Forman, e vem em um formato diferente, contando com a participação da querida Nina, do blog "Quem lê, sabe porquê".

Curiosos para saberem mais? Continue lendo! ;)
Camila: Rosa

Nina: Azul




Título: O que há de estranho em mim
Autora: Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Páginas: 224
Ano: 2016

“Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade.
Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão.
Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece. ”


Comentários

Gostei da experiência de ler o primeiro livro da Gayle, que foi publicado inicialmente há quase 10 anos. Para mim, ela continua tendo o mesmo brilho e leveza na escrita. Claro que com o passar do tempo ela amadureceu, mas não vejo nenhum ponto negativo nessa narrativa em comparação aos romances mais recentes. Comprei o livro assim que foi lançado sem nem saber do que se tratava. O simples fato de carregar o nome da Gayle como autora foi o suficiente para eu saber que precisava ler.

Apesar de ter sido lançado apenas esse ano no Brasil, O que há de estranho em mim é o primeiro livro de Gayle Forman, escrito em 2007. E como considero Gayle uma das melhores autoras da atualidade, estava louca para conhecer seu primeiro livro.



Enredo

Só soube mais do enredo quando peguei o livro pra ler. A verdade é que eu não sabia o que esperar e meu Deus, que sensação boa. Fui vivendo as emoções, os dramas e as aventuras juntamente com a Brit, torcendo sempre para que ela e sua “gangue” se dessem bem e burlassem o sistema.
O livro se passa em um ambiente diferente do que estamos habituados a ler, e diferente da nossa realidade. Em momento algum isso atrapalhou na leitura, na verdade acabou sendo uma desculpa a mais para pegar o livro e não parar mais. 
Além da vida dentro da Red Rock, no decorrer da narrativa vamos obtendo mais e mais informações sobre a vida de Brit, que se mostra uma garota adorável, forte e muito guerreira, visto que já passou por momentos ruins no passado.


Quando li a sinopse do livro achei tãããão forçado! Parece um enredo de novela das oito isso de ser internada à força numa clínica psiquiátrica que se passa por escola, mas duas coisas me fizeram mudar de opinião. Primeiro a Milla me chamou a atenção para o fato de que no Brasil não temos o hábito de colégios internos e por isso a minha estranheza. Segundo foi ler a nota da autora no final do livro e, como aconteceu com Eu estive aqui, as informações que haviam ali mexeram comigo. Antes de ser autora, Gayle Forman foi jornalista e escreveu um artigo sobre o assunto denunciando esse tipo de instituição, lugares onde pais deixam seus filhos acreditando ser o melhor para eles, ou para não terem que lidar com o problema, mas que acabam sendo verdadeiros centros de tortura. E o pior é pensar que alguns jovens realmente precisam de ajuda, como é o caso da V.
Apesar da história toda se passar dentro da Red Rock, o desenvolvimento do enredo é bem dinâmico, já que tem vários flashbacks em que Brit fala de sua mãe e de sua vida antes dela ficar doente, do relacionamento difícil com o pai e a madrasta e da sua banda, a Clod. E principalmente, ela fala de Jed, o guitarrista gato da banda. No presente, Brit vai fortalecendo seus laços com as suas amigas e juntas elas formam as “Irmãs Insanas” e vão tentar encontrar uma saída para o inferno que vivem.


Narrativa e Personagens

Com uma narrativa dinâmica, personagens bem construídos e elementos surpresas, Gayle tornou o mundo de Brit completamente instigante aos meus olhos.
Assim como boa parte dos adolescentes, Brit gosta de se expressar à sua maneira, pintando os cabelos, tocando uma banda de rock e sendo feliz. Ser internada em um colégio interno nunca passou por sua cabeça e é nesse momento que realmente a conhecemos. Ela se mostra mais forte do que aparenta e mais sensata do que muitos julgariam.
Gostei da evolução da história e dos personagens que fazer parte do mundo de Brit, mas em alguns pontos ficou o gostinho de quero mais. Compreendo que a relação com Jed não poderia ser muito explorada, mas que eu adoraria saber mais dele, isso é fato!

“- Sim, o muro está pronto – confirmou V. – E agora a gente vai derrubá-lo outra vez.
- Esse muro serve para nos ensinar que a vida não tem sentido, minhas queridas – emendou Bebe. – Essa é a lógica da Red Rock.” (p.27)


Gayle é mestra em criar personagens cativantes, e seu primeiro livro não foi diferente. Brit é encantadora: inteligente, bem-humorada e sabe lidar com suas dores. Com seu cabelo colorido e tatuagens, ela é sensata e não bebe, não fuma e nunca teve um namorado. É até difícil entender os motivos que levaram o pai a interná-la, mas quando eles ficam claros o melhor a se fazer é pegar a caixa de lenços porque a partir daí você não para mais de chorar.
As outras meninas também são muito interessantes e bem construídas, especialmente V. Eu só senti falta de sabe um pouco mais sobre Jed e o romance entre ele e Brit.

“E tudo isso por quê? Porque ela era uma garota que um dia tinha diso magrinha e depois teve a ousadia de engordar? O que cada uma de nós havia feito para estar ali? Cassie gostava de meninas mais do que achavam que deveria. Bebe gostava de meninos mais do que deveria. V pensava na morte mais do que deveria. E eu? Por que é que estava ali? Porque era mais parecida com minha mãe do que deveria? Porque assustava meu pai mais do que deveria? ” ( p.157)

Concluindo

Não há muito mais o que falar, quem me acompanha no blog sabe do meu amor por essa autora fantástica, que em minha opinião, é uma das melhores da atualidade. Recomendo o livro para todos que gostam de algo diferente, com um “que” de aventura e drama. Mais um livro sensacional.

Mais uma vez, Gayle Forman nos entrega um livro incrível, cheio de reflexões e muito emocionante. Se você já é fã da autora, com certeza vai amar O que há de estranho em mim. Se ainda não é, está aqui uma excelente oportunidade para conhecer essa autora ma-ra-vi-lho-sa!




Bom gente, como não poderia deixar de ser, dei 5 borboletinhas, e recomendo como música tema Russian Roullet, da Rihanna.
Beijos!


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