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[Resenha] Eu Estive Aqui - Gayle Forman

31 agosto 2015

Título: Eu Estive Aqui
Autor: Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Páginas: 204

Ano: 2015


Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo... Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal?
A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos.
Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo... e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida.
Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.



Oi oi gente, tudo bem com vocês?

Preciso confessar que fiquei muito ansiosa para ler esse livro e consequentemente resenha-lo. 


Não é de hoje que declaro amar a escrita da Gayle Forman, portanto, quando vi que Eu Estive Aqui seria publicado fiquei ansiosa, criei expectativas e preciso dizer a todos vocês que nem por um segundo ela me decepcionou.

Abordando um tema delicado como o suicídio, Gayle nos conta a história de Meg e Cody, melhores amigas que se separam quando uma vai para a faculdade e a outra permanece na cidade onde cresceram. Como se essa distância entre elas já não fosse triste o suficiente, Meg acaba por se suicidar, aparentemente sem motivo, deixando Cody sem chão.

Preciso dizer que ao fechar o livro, imediatamente fui invadida por uma sensação de vazio. Durante toda a narrativa eu me vi sentindo o mesmo que a Cody, ansiosa por respostas, tentando entender os motivos da Meg para ir tão longe, quando aos olhos da amiga ela parecia ter uma boa vida. 
No início não sabemos o que (ou quem) influenciou Meg a tomar tal decisão e a trama toda gira em torno disso, Cody seguindo os rastros de Meg, buscando respostas para as muitas perguntas que lhe restaram de companhia agora que a amiga se foi.
Em meio a esse caminho tortuoso que é sua busca, Cody conhece pessoas que conviviam e que conheciam um outro lado de Meg ao qual ela não está familiarizada, e são essas pessoas que a ajudam a seguir em frente, por mais que ela tente afastá-las.
Além do fato de perder sua amiga, Cody ainda tem que lidar com a perda da única “família” que ela chegou a ter um dia. Sue e Joe, pais de Meg sempre a trataram como uma filha, visto que Tricia mais parece sua colega de quarto do que sua mãe, o que acaba fazendo Cody fraquejar e ao mesmo tempo se fortalecer.
Eu poderia passar horas falar mais sobre o livro, mas prefiro que vocês leiam e descubram por si só o efeito que ele causará em você. 
Meg e Cody tinham uma ligação forte, que raras vezes acontece na vida de uma pessoa. Sinto-me afortunada por poder dizer que assim como elas, também tenho algo assim. É difícil transformar em palavras a quantidade de bons sentimentos envolvidos e por isso sei que eu no lugar da Cody faria o mesmo pela minha Meg.

Personagens secundários: Sendo todos bem construídos, no decorrer da história tomamos consciência da importância de cada um. Alguns acabam por se destacar e ter uma importância ou participação maior do que outros, mas tudo se encaixou.

Capa e diagramação: A capa é linda e faz parecer um mural de fotos. Ela segue o mesmo padrão usado para outras capas da Gayle.
A diagramação é simples, em papel amarelo e os capítulos são divididos apenas por números no topo da página.

Quotes:

– Meg era minha melhor amiga e eu achei que nós fôssemos tudo uma para a outra. Achei que contássemos tudo uma para a outra. Mas, no fim das contas, eu não a conhecia nem um pouco.
– Scottie...
– Eu sei que todo mundo quer proteger minha inocência e tudo o mais, mas minha irmã tomou veneno. É meio tarde demais para isso.

Comentários: Acho que já falei demais e deixei bem claro o quanto gostei desse livro, mas se ainda resta dúvidas, faço questão de dizer que dei 5 borboletinhas e favoritei.
Minha sugestão de música para essa leitura é Never Let Me Go, da Florence and The Machine.




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