Últimas Resenhas

#Batepapo.com #10 - Breno Melo

23 agosto 2015

Olá galera!!!
Hoje o #Batepapo.com é com nosso parceiro Breno Melo!!!! 
Vamos lá?



Breno Melo nasceu em 1980, na cidade do Rio de Janeiro. Foi indicado para Poeta do Ano pela Sociedade Internacional de Poetas mais de uma vez, em 2002, 2003 e 2004. Participou da antologia "The Best Poems and Poets of 2003", com o poema "Hazel Eyes", e da antologia "The Best Poems and Poets of 2004", com a composição "That Girl". Também foi selecionado para "The International Who's Who in Poetry", incrível obra mundial que conta com participantes de vinte e cinco nações ao redor do globo e reúne, segundo a Sociedade, os poetas mais interessantes que ela encontrou ao longo dos catorze anos anteriores.

1 – Eu sei que no final do livro existe uma nota que informa que Marina é fictícia, mas é impossível não acreditar que ela seja real! De onde veio a inspiração para a personagem?
Com respeito à nota no fim do livro, trata-se de um disclaimer. Não é muito comum o uso de disclaimers em romances brasileiros, mas ele serve para deixar claro, de maneira redundante aliás, que "esta obra de ficção é realmente uma ficção". O motivo da redundância? Nem sempre acreditamos que a ficção é ficção. Em melhores palavras, confundimos verossimilhança com realidade. Com respeito à inspiração para a personagem, devo dizer que veio de várias fontes. Eu poderia mencionar a filosofia de Hegel, a teodiceia do Livro de Jó, o romance Moby Dick, etc. Aliás, a primeira linha de A Garota que Tinha Medo, "Me chame Marina", é a primeira linha de Moby Dick, "Call me Ishmael". Sugestivo, não?
2 – Por que esse tema? Conhece alguém que sofra do mesmo problema?
Embora eu não possa dizer que uma delas é a protagonista de A Garota que Tinha Medo, posso dizer que conheço pessoas que sofrem de ansiedade. A bem dizer, a maioria de nós conhece, seja pessoalmente, seja de ouvir falar. Antes de escrever o livro, eu me perguntava onde encontraria pessoas na blogosfera que sofressem de ansiedade, de modo que pudessem ler e comentar a obra em público. Como não conhecia praticamente ninguém, ao menos não com esse diagnóstico, não fui capaz de chegar a uma resposta animadora. À medida que o livro foi sendo lido e resenhado, entretanto, pude ver que havia várias blogueiras que estavam passando ou haviam passado pelo drama da protagonista. Também pude ver, nos comentários das resenhas, que muitos leitores também estavam vivendo ou haviam vivido o drama da protagonista. Se o livro animou ao menos uma dessas pessoas a falar em público sobre o assunto, já é algo surpreendente. Me agrada pensar que um livro pode ter uma função extraliterária, isto é, uma função que vai além da literatura em si mesma.
3 – É visível que a obra não feita para ser um romance, e sim uma coisa mais profunda. Você não teve medo que houvesse recusa dos leitores por esse motivo?
Minha ideia inicial era escrever um livrinho, literalmente um livrinho, que não passasse de umas poucas páginas. Um livro de ponte aérea, como dizem as pessoas bem-humoradas. Algo que o leitor pudesse levar no bolso para ler naqueles momentos de tédio obrigatório que a maioria de nós enfrenta numa fila, numa sala de espera, etc. Mas havia tanta coisa a dizer, que não pude deixar de ir além de umas poucas páginas. Daí que, não podendo escrever um livro curto, minha ideia final teve de ser, obrigatoriamente, escrever uma livro de leitura rápida. Sendo assim, meu único medo foi o de escrever algo que não pudesse ser lido em pouco tempo. Afinal, depois de topar com algumas resenhas, o leitor deveria ser capaz de dizer a seus botões, "Pois bem, se é um livro de leitura rápida como dizem, não me custa tentar a leitura. Vamos dar uma chance a ele." No final das contas, "livrinho" guardou apenas o sentido afetivo que o sufixo inho lhe dá.
4 – Quanto tempo levou para finalizar a obra?
Dezessete dias, salvo três dias em que não escrevi. Mas podemos reduzir esse tempo à metade, uma vez que escrevo apenas pela manhã. Como você pode ver, não sou o típico escritor insone que preenche suas madrugadas escrevendo páginas e páginas. Tampouco tenho problemas em acordar cedo, interromper o trabalho ao meio-dia e retomá-lo na manhã seguinte.
5 – Deixe um recado para seus leitores.
Deixarei um recado não só para os leitores de A Garota, mas também para os demais. Continuem lendo. A maioria das pessoas, neste exato momento, não está fazendo coisa melhor.

Espero que tenham gostado da entrevista!

Beijokas
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