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#Batepapo.com #8:Viviane L.Ribeiro

11 abril 2015

Olá Galerinha!
Quem estava com saudades do BatePapo.com??? o/
Hoje vamos saber um pouquinho mas da simpática Viviane L. Ribeiro autora de Coração Artificial (confira a resenha aqui)

Sou de Belo Horizonte. Amo meus animais, meu marido e minha família. Mas acho que amo ainda mais livros, porque sempre os deixo para ler e escrever. Faço faculdade de Letras, e formo no final do ano que vem. Ultimamente não estou indo muito bem na faculdade, porque quando estou trabalhando numa nova história minha mente nunca para nem mesmo quando estou trabalhando ou quando o professor está falando.Sou colecionadora de trilha sonora de filmes favoritos e sou apaixonada por astronomia, apesar de não entender nada do que os astrônomos falam e não conseguir localizar uma constelação. Além dos livros minha outra paixão é música; eu toco violão e orgão, mas definitivamente amo mais o primeiro.

1- No livro há um grande foco à indústria de órgãos artificiais. Por que você escolheu esse tema e como você buscou desenvolver esse assunto?

Eu fiquei pensando como seria se alguém dependesse de dinheiro para salvar sua vida e não o tivesse, e eu pensei que seria desesperador saber que você tem todo o recurso e não pode salvar todo mundo. Eu pensei que algumas pessoas são abençoadas por certas coisas e são amaldiçoadas pelo mesmo motivo, que o mundo não é receptível para todo mundo. É basicamente isso o que gira em torno do coração artificial retratado no livro.


2- Enquanto eu lia o livro, os sentimentos retratados ali pareciam talvez meio pessoais. O livro contém algo que aconteceu com você ou foi como um desabafo?

Os dois. Foram coisas que eu vivi e coisas que alguns conhecidos viveram, e coisas que eu inventei mas quis que as pessoas soubessem. E elas souberam, mesmo que não fosse todo mundo. As pessoas falam tanto de aceitar o diferente, mas elas ainda não estão prontas para isso.


3- A Alícia pra mim em alguns momentos parece um tanto irreal, ela é simplesmente diferente dos outros personagens. Como foi criar essa personagem?

Eu pensei: vou fazê-la diferente de quem eu sou e de todo mundo que eu conheço. Vou criar alguém que este mundo precisa. E descobri que a vida imita a arte, e descobri que o próprio criador aprende com seus personagens; e eu me tornei ao menos um pouquinho como eu gostaria de ser. Criá-la foi a melhor coisa que já inventei. Foi construtivo e inspirador.


4- O livro possui uma relação complicada entre pai e filho. O que te motivou a desenvolver esse tema na história?

Porque às vezes os pais têm o poder de restringir. Isso acontece, eu tenho visto. Mas a vida passa, e uma hora ou outra a gente aprende a tomar decisões, decisões difíceis que só nós mesmos poderemos tomar, e o primeiro passo é aprender a ser dependente de si mesmo. Acho que enfrentar os pais é um ato de coragem, não no sentido de se revoltar e ser malcriado, mas de poder dizer: “não, papai/mamãe, não é isso o que eu quero para mim.”


5- Mesmo tendo alguns temas mais difíceis de lidar, a narrativa do livro é leve e sutil. Isso foi algo premeditado? O que você buscou trazer para essa narrativa?

Acho que não foi. rs. Acho que é a própria voz do personagem que deixou o livro despretensioso. Para o Gabriel, tudo é menos complicado do que realmente é. Ele é conformado, e por ser conformado ele não tenta convencer ninguém. Se as pessoas concordam com ele ou não, ele não se importa. Ele não força nada.


6- Como você se descobriu escritora? Foi uma forma de desabafo, a vontade de contar uma história ou a vontade de levar as pessoas algum ensinamento?

Os três, definitivamente. rs. Sem algum desses acho que eu não conseguiria ter terminado. Mas começou quando eu pensei nessa história e comecei a escrevê-la, sem pretensão nenhuma, só por escrever; mas quando acabei, quando escrevi o último capítulo, ou até mesmo antes disso, eu quis que outras pessoas o lessem também. E acreditei no que escrevi. Acreditei tanto, que cheguei até aqui.


7- Como foi o processo criativo? Em que você se inspirou para montar a história?

Foi como montar um quebra cabeça, onde eu usei e desusei de ocasiões e muitas outras coisas. Como algumas pessoas têm dito que o livro é clichê (e eu admito que realmente é. rs), acho que inconscientemente me baseei em todos os romances fofos que já li e assisti.


8- Quais foram os maiores empecilhos que você encontrou desde o início da criação da história até finalmente ter o livro?

Da criação, foi definir as personalidades dos personagens sem que eu (autor) dissesse, “fulano é assim”, “siclano é assado”, e fazer com que o próprio leitor os caracterize como “assim” ou “assado”. Eu gosto de autonomia. Do finalmente, foi algumas decepções que eu tive com a edição do livro. Fiquei muito decepcionada quando a editora não se importou o bastante.


9- Como você vê a relação entre autor, resenhistas e blogs? Além da maior divulgação e visualização.

Mesmo não sendo essa a função, são os resenhistas que moldam os escritores, são eles que dizem o que funciona e o que não funciona, e são eles que vão dizer a verdade sobre seu livro, coisa que seus amigos e familiares nunca vão ter coragem de fazer. E eu admiro os que são sinceros consigo mesmo e com seus parceiros. Nunca ouvi falar de que a gente cresce ouvindo só elogios. No final, essa parceria traz ao autor leitores betas e confiáveis.


10- Algum novo projeto após Coração Artificial?

Sim! rs. Estou escrevendo um épico agora. Mas vai demorar para ficar pronto, embora eu esteja acabando de escrevê-lo. A edição é a mais demorada. Então talvez até o final do ano que vem esteja realmente pronto.


11- O que você busca passar aos leitores que lerem esse livro?

Que nós não devemos ser acomodados, e que a gente deve arregaçar as mangas, pegar na enxada e trilhar nosso próprio caminho; e que a gente só tem uma chance para fazer a coisa certa, e que a vida não espera que a gente tome uma atitude. E que ninguém vai acreditar no seu sonho, e o único a lutar por ele é você. E que para ser amor não precisa ser dito, e que pessoas diferentes da maioria são mal compreendidas. E que ninguém nunca vai entender a complexidade que é cada pessoa.

Beijocas



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