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[Resenha] A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak

04 março 2014

Título: A Menina que Roubava Livros
Autora: Markus Zusak
Editora: Íntriseca
Paginas: 480
Ano: 2007

Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.


Em “A Menina Que Roubava Livros”, somos convidados a acompanhar a história de Liesel Meminger em uma Alemanha que passa por um período violento, sangrento e repleto de caos: a Segunda Guerra Mundial.
O autor nos apresenta sua narradora: a Morte – de forma humanizada, onde chegamos, em alguns momentos, a colocarmo-nos em seu lugar e não gostar do trabalho. – Seremos apresentados a Família (biológica) de Liesel, ainda em um trem que se dirige para a residência dos Hubermann, seus pais adotivos, onde seu irmão caçula, acaba falecendo para testemunharmos em seu sepultamento, o primeiro – de muitos – roubos de Liesel, que mesmo interessada pelo livro do coveiro não poderia lê-lo, ainda.
Presenciaremos o afeto (camuflado, devido ao gênio de sua mãe adotiva) de Rosa por Liesel. A paixão de Liesel à leitura, incentivada pelo seu pai adotivo: Hans, sua cumplicidade com Rudy Steiner: seu vizinho e melhor amigo e por meio dessa amizade, acompanhar as peripécias e os diversos ‘aluguéis’ da dupla, que serão realizados na mansão do prefeito ou pelas macieiras da cidade, sempre observados pelos atentos olhos da Morte.
Em alguns momentos, seremos agraciados com surtos de descontração da dupla, o Episódio: Jesse Owens, fruto da imaginação de Rudy, as cenas com Pfiffikus, as Sra. Holtzapfel e Sra. Diller ou ainda com os disparates de Rosa e com a bondade de Hans, que se mostra assim desde sua primeira aparição na história, o que acaba nos trazendo um dos mais importantes personagens da narrativa: Max.
Max, por ser judeu, acaba sendo um dos alvos de Hitler, e refugia-se na casa dos Hubermann onde acaba se tornando amigo de Liesel, mesmo sob os protestos de Rosa. É por causa de Max que Liesel se aventura com os livros na casa do prefeito, claro que ela só tem sucesso com os livros graças a Ilsa (mulher do prefeito), que sempre “esquece” a janela da biblioteca aberta.
Seguiremos ouvindo os relatos humanizados da Morte sobre as aventuras de Liesel principalmente, Hans, Rosa e Rudy. A Morte segue fazendo seu trabalho enquanto os bombardeios assolam a Alemanha, sendo nesses ataques que Liesel acaba usando as histórias de tantos livros para diminuir o temor dos moradores do céu (Rua Himmel).

A narração da Morte – devido a ser tão parecida com os sentimentos humanos, conforme descrito antes – nos prende, nos impede de largar o livro em seus momentos finais, sendo o desfecho da história, a melhor parte do livro.
Em seu inevitável encontro com Liesel – pois a Morte estará em todos os lugares para levar a todos, sempre – nosso ilustre narrador faz uma breve observação: os humanos a assombram.

“A Menina Que Roubava Livros” certamente narra uma história que não é totalmente incomum principalmente quando tem como pano de fundo a Segunda Guerra, porém, os seus momentos finais estão repletos de grandes demonstrações de amor, carinho, compaixão e uma observação sobre as oportunidades que não são aproveitadas.

Filme x Livro

Depois de reler o livro, percebi que varias coisas foram mudadas….

Tipo, mudanças que não alteram a história, mas que alteram a ordem e a forma como as coisas acontecem.
O final por exemplo, no livro ela acorda com o próprio livro na mao e pergunta pelo pai na rua e esta totalmente perdida, então ela vê o Rudy e depois os pais mortos.
No filme, ela acha o livro em uns escombros e primeiro avista a Rosa e o pai e depois o Rudy, beija-o e desmaia!
No filme, não falam nada sobre os roubos de alimentos feitos por ela e o Rudy e o resto dos moleques, nem a vizinha Holtzafel ou a Diller….
No filme mudam a forma como o Rudy compete as corridas, dando a entender q ele ganhou tudo…
E a maior mudança foi que no filme o Max q da o livro em branco pra ela escrever a historia, sendo que na verdade ele deu um livro de 16 paginas com uma historia sobre o “vigiador”. Quem deu o livro em branco na verdade foi a Ilsa, (mulher do prefeito)… Entre essas existem outras diferenças.
Resumindo, como sempre os diretores fazem em suas obras alterações que podiam ter sido mantidas, deixando assim o filme original e agradando os leitores que esperam por algo parecido e até igual se fosse possível... Mas acho que algumas pessoas tem razão.. os filmes não são feitos para aqueles que leem...
Espero que tenham gostado!! Essa é a primeira de muitas resenhas do meu mais novo colaborador aqui no Paraíso... Eu lhes apresento meu grande amigo Weslley Ribeiro e espero mesmo que vocês tenham gostado.. Bjos e até a próxima!!!











Weslley Ribeiro.
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